A INTERNET
manual de formação para professores

Porto Editora

PARTE 1

Introdução

 A Internet é incontornável. Cada vez mais utilizadores acedem a esta rede mundial, em permanente expansão. Para além das universidades e institutos, grandes e médias empresas, cada vez mais utilizadores individuais se ligam à Internet para trocar informação. A utilização doméstica da Net é um facto cada vez mais comum nos lares portugueses. As escolas não podem nem devem alhear-se deste fenómeno e os professores constituem um elemento-chave para uma utilização educativa da Internet.

Após o lançamento dos Netmanuais, que permitem recorrer ao imenso manancial de informação disponível na Internet, a Texto Editora apresenta agora A Internet – manual de formação para professores.

Os professores são o principal alvo deste manual de utilização da Internet e têm um papel essencial a desempenhar no processo de banalização deste recurso de enormes potencialidades que é a Internet. Pelo seu papel no sistema global do ensino e pelo exemplo que podem constituir, é essencial que se mantenham atentos às inovações tecnológicas que se verificam diariamente no desenvolvimento das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).

Para além das competências científicas e pedagógicas já adquiridas, surge assim um novo desafio a todos os educadores e professores. Rentabilizar um recurso com possibilidades tais que a sua utilização se pode tornar uma ferramenta incomparável, embora não seja portadora, em si mesma, de soluções milagrosas.

Este manual pretende contribuir para tornar a Internet mais acessível a um grupo de profissionais que tem um papel-chave a desempenhar na formação de jovens e adultos. Para que isto possa acontecer, há que conhecer e explorar as múltiplas utilizações possíveis da Internet. Conhecendo melhor esta rede será possível ensinar e aprender com os alunos num processo que será proveitoso para todos.

A Internet não vem afastar nem substituir os outros recursos, mais ou menos tradicionais. É mais um recurso, complementar e alternativo, de utilização paralela e privilegiada quando necessário.

Tal como aconteceu com o advento e generalização da informática, conhecer, utilizar e dar a conhecer são os principais passos a dar para que todos possam enriquecer-se e caminhar para uma formação mais completa e sustentada.

Com este manual pretende-se tornar mais familiar a utilização da Internet aos menos experientes e contribuir para que se inicie um processo de exploração das suas potencialidades, de uma forma autónoma, a fim de que os professores possam, nas escolas, desempenhar um papel de dinamizadores, coordenadores e orientadores de projectos, curriculares ou não, individuais, de turma, de escola, ou ainda mais amplos. Não se pretende formar especialistas nesta área, nem se pretende que a generalidade dos professores o seja. Conhecer e dar a conhecer, esse é o grande objectivo de quem quer fazer da escola mais um pólo de ligação à Internet e de exploração das suas potencialidades, na direcção de uma Sociedade da Informação.

A Informática

O neologismo Informática foi criado no início dos anos 60 por fusão de duas palavras: informação e automática. Assim, a informática pode ser definida como a ciência do tratamento lógico e automático da informação. A matéria prima com  que a informática trabalha é a informação.

 O computador

O computador é uma máquina com imensas potencialidades em diversos campos. Contudo, para que possa executar uma tarefa específica, tem de ser programado, ou seja, tem de ser ensinado, passo a passo, a efectuar aquilo que pretendemos. Os computadores podem guardar e manipular grandes quantidades de informação – por exemplo, a lista de todos os eleitores portugueses. Mas, para que isto possa ser feito, tem de existir um programa, uma lista de ordens que o computador «lê» e executa cada vez que actua sobre as informações.

O computador é sobretudo uma ferramenta para nos auxiliar no dia a dia, pois executa as tarefas para as quais está programado tantas vezes quantas as necessárias e com grande rapidez.

Introdução às Redes e à Internet

A palavra Internet nasce da agregação dos termos INTER(national) e  NET(work) – pode assim concluir-se que a Internet é uma rede internacional de computadores. Começaremos, assim, esta viagem na Internet pela definição do conceito de rede.

 O que é uma rede

Uma rede de computadores consiste numa ligação dos computadores entre si, vulgarmente através de qualquer tipo de cabo eléctrico, que lhes permite comunicar a grande velocidade. Esta comunicação reflecte--se, na maior parte das vezes, numa troca de informação entre as diversas máquinas (eventualmente uma troca de ficheiros).

Se a rede é composta por computadores de uma mesma zona (um mesmo escritório, ou edifício) é designada por rede local de computadores (LAN, Local Area Network). Numa rede local, que utiliza tecnologia de comunicações através de cabos que estabeleçam a ligação física entre vários computadores da rede, cada computador deve possuir uma placa de rede, isto é uma placa especial, inserida num dos seus slots de expansão. Essa placa constitui um interface de hardware que permite a cada computador estabelecer a ligação ao sistema de comunicação comum.

Se os computadores se encontram espalhados por uma zona muito maior, a rede é designada por rede alargada e conhecida pela sigla WAN (Wide-Area Network).

Uma rede alargada pode ser constituída por computadores de diferentes cidades, países ou continentes.

Todas as máquinas que estão numa rede dispõem de algum tipo de identificação. Esta identificação, diferente para cada máquina, vai permitir o envio de informação entre um remetente e um destinatário sem que haja enganos pelo caminho. A atribuição da identificação correcta a cada máquina é uma das responsabilidades de quem instala a rede (normalmente o administrador da rede) e não é motivo de preocupação para o utilizador comum.

Quando um computador está ligado a uma rede, o utilizador «vê» disponíveis discos e/ou impressoras, com os quais pode trabalhar, que não se encontram ligados fisicamente ao seu computador. É disto que tratam as redes: a partilha de dispositivos e, por arrastamento, de informação.

O cabo que liga os computadores à rede é, meramente, o local por onde passa a informação – se não existisse o cabo, os utilizadores teriam de copiar os ficheiros para uma disquete, deslocar-se até ao local onde estivesse situado o computador que devia receber a informação e copiar novamente os ficheiros da disquete para o disco rígido do (suposto) servidor.

Existem vários tipos de rede, quer no que respeita aos cabos (telefónico – também dito UTP – coaxial, fibra óptica, ...), placas de rede (Ethernet, Token Ring, ...), aos protocolos (IPX, NETBEUI, TCP/IP, ...) e aos sistemas operativos de rede (Novell Netware, Microsoft Windows NT, Os/2Warp Server, Unix). Os sistemas operativos como o Windows 95 e 98, não sendo sistemas operativos de rede, permitem também a constituição de pequenas redes, facilitando a ligação de vários computadores em locais e serviços em que os recursos e as exigências não são muito elevados. É este o caso de muitas escolas, que criam redes em Windows 95/98 com o objectivo prioritário de aceder à Internet com vários computadores.

 O que é a Internet?

A Internet é uma rede de redes, ligadas através da infra-estrutura nacional e internacional de suporte às comunicações telefónicas.

A Internet é uma rede global complexa, que consiste em milhares de redes independentes de computadores, de empresas privadas, entidades governamentais e instituições científicas e educativas. Representa o desenvolvimento de um projecto do U.S. Department of Defense – Advanced Research Projects Agency (actualmente designado por DARPA)  – começado por volta de 1970, designado por Arpanet e que surgiu com o objectivo de partilha de informação entre um grupo de instituições científicas e universidades envolvidas no projecto.

Em 1973, foi criado um protocolo de comunicações standard designado por TCP/IP, que permitiu a comunicação entre redes públicas e privadas, independentemente dos sistemas operativos, hardware e dos próprios canais de comunicação (linha telefónica, fibra óptica, linhas dedicadas, ...). Foi também nesse ano que a primeira conexão internacional da Internet actual foi efectuada, entre EUA, Inglaterra e Noruega. Para suportar a enorme densidade de tráfego de informação, foram preparados canais de comunicação de alta velocidade designados por backbones. Actualmente, a velocidade de transmissão nos nós principais atinge os 45 megabits por segundo, o que equivale a cerca de 17 000 páginas de texto (por segundo…).

Uma vez criados os protocolos de comunicação, rapidamente começaram a surgir os serviços e o software que compõem actualmente a Internet. Os serviços básicos de conectividade remota, transferência de ficheiros e correio electrónico surgiram em finais da década de 70 e o serviço de informação mais utilizado actualmente, a World Wide Web, surgiu em 1989 (CERN, Suíça).

Embora ninguém saiba qual o número real de utilizadores na actualidade, estima-se que seja da ordem das dezenas ou até centenas de milhões, crescendo à taxa de 15% por mês (em cada quinze minutos, uma nova rede incorpora-se na Internet…), coexistindo actualmente cerca de 50 000 redes operacionais.

Cerca de 78 países têm acesso total à Internet e 146 têm possibilidade de trocar correio electrónico, o que nos dá uma visão adequada desta nova realidade de «comunicação global» – sem dúvida que o Mundo está cada vez a ficar mais pequeno, pelo menos do ponto de vista da interconectividade inerente à «Auto-Estrada da Informação». Esta nova realidade de comunicações globais vai trazer, para empresas, escolas e particulares, um conjunto de alterações profundas, quer a nível de transacções comerciais e de gestão, quer da própria forma como se desenvolve e partilha a informação e, em última análise, o conhecimento.

Embora não existindo nenhuma pessoa ou entidade que controle de forma directa a Internet, esta é coordenada (não oficialmente) por uma organização voluntária denominada ISOC (The Internet Society), cujos objectivos consistem em promover a cooperação e coordenação global da Internet e das tecnologias e aplicações a si associadas.

Com esta ligação de múltiplas redes entre si obtém-se uma enorme rede à escala planetária. O aspecto mais interessante desta gigantesca teia é o facto de, na realidade, todos os computadores individuais estarem ligados entre si, tornando virtualmente possível que dois PC situados algures no mundo troquem informação com a mesma facilidade com que o fariam se estivessem em duas secretárias contíguas num escritório (a diferença reside apenas na velocidade de transferência da informação, pois 10 000 quilómetros não são propriamente 10 metros).

Nesta gigantesca rede existem servidores – que foram instalados por qualquer organização (estatal ou privada) que achou necessário disponibilizar acesso à sua informação para todo o mundo – e clientes – normalmente os computadores das pessoas que acedem à rede para procurar e recolher qualquer tipo de informação de que necessitam.

 Que partido se pode tirar dos serviços da Internet

 Aceder à Internet é como dispor dos serviços de milhões de consultores, e encontrar especialistas em qualquer actividade humana (por mais obscura que possa parecer) aptos a oferecer graciosamente a sua opinião sobre qualquer assunto acerca do qual sejam consultados.

Tudo – mas mesmo tudo! – pode ser encontrado na Internet: resposta a toda e qualquer pergunta, catálogos de compra de diversos produtos, desde guitarras acústicas até peças de computador, novos programas de computador para ensaiar, software gratuito, sons e imagens. A Internet fornece também o suporte ao envio de correio (instantaneamente, para qualquer parte do mundo), permite jogar jogos interactivos entre diversos participantes (em tempo real1) ou conversar (chat) em tempo real!

Em termos empresariais, muitas companhias que possuem escritórios em vários pontos do globo estão a usar a Internet como suporte à transmissão de correio electrónico (e-mail) em substituição de sistemas particulares (e caríssimos!) de comunicação2.

No mundo dos negócios existe a expectativa de que a Internet se venha a tornar, a breve trecho, tão usual e usada como a máquina de fax. De facto, a Internet é cada vez mais usada para trocar informação entre empresas, quer através de correio electrónico quer através de sistemas de videoconferência.

 Notas: (1) Até há pouco tempo era possível jogar uma partida de xadrez com o mestre Garry Kasparov através da Internet! Hoje em dia há cada vez mais jogos comerciais que permitem a interacção à distância (através da Internet) entre vários jogadores.

(2) Através do e-mail é possível, além de mensagens, enviar QUALQUER tipo de ficheiro!

  Portugal, a Internet e o Ensino

 Em 1994, as perguntas mais frequentes sobre a Internet  eram: «O que é isso?», «Existe em Portugal ou só nos Estados Unidos?». Hoje as perguntas dominantes são: «Quanto custa?», «Como se pode aceder?», «O que posso obter de interesse para melhorar o meu trabalho?». Nos últimos anos, a Internet cresceu 80% no mundo, tendo-se verificado uma explosão no número de utilizadores portugueses. Sofisticadas ferramentas facilitam as navegações de cybernautas sem experiência prévia.

O primeiro grande projecto de utilização das novas Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) nas escolas em Portugal, foi o Projecto Minerva. Decorreu entre 1985 e 1994 e tentou introduzir as TIC nas escolas, através de uma abordagem pedagógica integrando a formação de professores e a introdução curricular das TIC.

Com o desaparecimento deste projecto, várias escolas portuguesas fizeram um esforço muito grande, numa fase em que não havia projectos institucionais, entre 1994 e 1996, para suportar os custos de acesso e de telefone. Desenvolveram-se projectos pioneiros de utilização da Internet, quer através da utilização de correio electrónico, quer de WWW.

A partir de 1996 surgiram diversos projectos institucionais de apoio à utilização das TIC nas escolas portuguesas, entre os quais se destacam o Nónio-Século XXI – Programa de Tecnologias da Informação e da Comunicação na Educação, lançado pelo Ministério da Educação, e o Programa Internet na Escola, do Ministério da Ciência e da Tecnologia.

Com a iniciativa do Ministério da Ciência e da Tecnologia, todas as escolas do 2.o e 3.o Ciclos do Ensino Básico e Secundárias e algumas do 1.o ciclo do Ensino Básico puderam ter acesso gratuito à Internet, através da uARTE (Unidade de Apoio à Rede Telemática Educativa).

Para mais informações sobre este programa consultar a página na Internet:  http://www.uarte.mct.pt/

O Ministério da Educação realizou protocolos com uma entidade fornecedora de acesso à Internet, a Telepac, de modo a criar condições mais acessíveis das escolas à Internet e lançou os concursos Nónio para que as escolas apresentem projectos de utilização das TIC, que serão devidamente acompanhados e apoiados pelos Centros de Competência entretanto criados.

Para mais informações sobre o programa Nónio-Século XXI, consultar a página:  http://www.dapp.min-edu.pt/nonio/nonio.htm

 É gratificante ver como actualmente as escolas desenvolvem projectos muito interessantes que incentivam a utilização das ferramentas básicas da Internet:

 • Correio Electrónico  

Tem sido organizada a troca de ideias com adultos directamente envolvidos em assuntos divulgados pelos media e que constituíram motivo de interesse para os alunos. Há igualmente projectos de intercâmbios telemáticos entre escolas portuguesas e entre estas e escolas estrangeiras.

 • Consulta de Bases de Dados            

Os alunos consultam as bases de dados, em busca de materiais autênticos que possam apoiar e complementar as temáticas que focalizam nas aulas de diversas disciplinas.

• Grupos de debate da Usenet           

Grupos de alunos e professores trocam informação com outros utilizadores da Internet sobre diversos assuntos, utilizando muita dessa informação no processo de ensino/aprendizagem.

 • Construção de Páginas.    

Cada vez mais escolas portuguesas apresentam as suas páginas WWW (World Wide Web), com informações diversas que vão desde notícias da Escola até aos projectos em desenvolvimento, incluindo, muitas delas, jornais escolares electrónicos.

 Cada vez mais professores obtêm formação e experiência na utilização da Internet, de modo a integrar as suas possibilidades nos recursos a proporcionar aos alunos, o que tem permitido o desenvolvimento de inúmeros projectos inovadores. Este tipo de projectos pode levar os alunos a aprender e a interessar-se cada vez mais pelo que se passa no mundo e a desenvolver as suas capacidades de escrita e leitura em português e em línguas estrangeiras.

 Os Netmanuais

 Nos dias de hoje, o contacto com as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) apresenta-se como uma realidade cada vez mais banalizada para um número crescente de indivíduos.

No entanto, ao nível do Ensino, as TIC encontram ainda muitos obstáculos à sua utilização mais generalizada. Por um lado, as deficiências na distribuição de infra-estruturas telemáticas, apesar dos grandes progressos registados nos últimos anos; por outro, a insuficiência da formação técnica de grande parte dos professores, facto que contribui para a diminuição da eficácia dos recursos disponíveis.

Ao caminharmos para uma Sociedade de Informação, a Escola não pode ficar à margem deste processo, deve acompanhá-lo de perto, a fim de que o seu papel formativo contribua para uma melhor inserção dos alunos nessa sociedade, ensinando-os simultaneamente a tirarem o melhor partido das suas vantagens e a defenderem-se dos seus perigos.

Deste modo, a ligação entre a Escola e a Internet constitui um objectivo estratégico de desenvolvimento que exige mudanças a diferentes níveis, desde a dotação de novos equipamentos até à formação de professores, passando pelas mudanças dos materiais didácticos, incluindo os manuais escolares.

Tendo presente uma preocupação de acompanhar os novos tempos e estando atenta às novas orientações metodológicas que se começam a desenhar, lançou a Texto Editora a iniciativa de tornar os seus manuais escolares em instrumentos didácticos que pudessem fazer a ponte com as potencialidades oferecidas pela Internet. Surgiu, assim, o conceito dos Netmanuais.

Articulando os conteúdos e as actividades com um conjunto de endereços da Internet, cada um dos Netmanuais permite que a inovação metodológica possa avançar mais rapidamente, quer por orientação do professor quer por iniciativa dos alunos. Como a escolha dos endereços tem em consideração a adequação ao nível etário e o rigor científico das informações, fica aberto o caminho para uma utilização fácil, rápida e adequada da WWW.

Não se pretende que as consultas se restrinjam aos endereços propostos, mas atendendo à limitada penetração da Internet em termos das actividades educativas julga-se que, neste momento, esta constitui a melhor forma de iniciação para a pesquisa de informação. Além disso, não esquecendo os desvios ou perigos que a pesquisa da Internet pode implicar, contribui-se de forma decisiva para mostrar o lado educativo da Internet, em contraponto às suas outras facetas mais utilizadas, mesmo em termos dos recursos disponibilizados nas escolas.

Abre-se, deste modo, uma janela para o mundo.

Ao explorar os endereços dos Netmanuais, ultrapassam-se mais facilmente as barreiras impostas pela geografia ou por condicionalismos de ordem socioeconómica, mesmo atendendo às actuais desigualdades no acesso aos meios telemáticos.

Os professores passam a dispor, nesta associação com a Internet, da mais potente fonte de produção e circulação de informação, podendo inovar a sua prática pedagógica até ao limite da sua imaginação.

Os problemas decorrentes da falta de meios bibliográficos e documentais, da desactualização e inacessibilidade das informações, entre outros óbices a um ensino que ensine a aprender, podem ter uma ajuda nos Netmanuais, dado o carácter complementar e motivador do conhecimento que a pesquisa dos endereços suscita.

Se, através dos endereços dos Netmanuais, o professor de Física conseguir mostrar a experiência do pêndulo que não existe na escola, o professor de Francês descrever os produtos gastronómicos da França, o de Inglês exibir imagens ao vivo de Londres, o de Educação Visual e Tecnológica percorrer as salas de museus de pintura, o de Português analisar textos dos principais autores e o de Ciências da Natureza fizer uma ligação em directo para um parque natural, julgamos que a semente deixada pelos Netmanuais germinará e, no Ensino, nada ficará como dantes.

A grande revolução do ensino pode passar por uma profunda modificação nos meios e métodos de educação instaurados na maioria das instituições escolares. O aproveitamento das tecnologias da informação pode assumir um papel importante neste contexto, através da substituição dos manuais escolares tradicionais por publicações interactivas que estimulem a aprendizagem de cada aluno.

É o caso dos NetManuais, da Texto Editora, que proporcionam a professores e alunos todo o manancial de informação disponível na Internet.

 Alguns endereços da Internet contidos nos Netmanuais

 Português

http://www.ipn.pt/literatura/

http://www.estado-arte.pt/nomen/port.html

http://nicewww.cern.ch/~pintopc/www/Africa/Africa.html

Francês

http://www.jeunesse-sports.gouv.fr/mjshome.htm

http://www.education.gouv.fr/

http://www.travail.gouv.fr/

http://www.nic.fr/Annuaire/pays.html

http://www.meteo.fr/

http://www.lamodefrancaise.tm.fr/index.htm

 Inglês

http://www.fred.net/mjj/michael.html

http://www.sherlock-holmes.co.uk/

http://www.hollywood.com/

http://www.polygram.com

 História

http://sunsite.unc.edu/wm/paint/

http://www.min-cultura.pt/IPM/AANTIGA/aantiga.htm

http://www.ribatejo.com/hp/

http://www.erols.com/zenithco/

http://fozcoa.min-cultura.pt/paleouk/paleolituk.html

 Geografia

http://www.utenn.edu/uwa/vpps/ur/ut2kids/maps/map.html

http://www.geosys.com/cgi-bin/genobject/maproom/tig63d0

http://www.tue.nl/europe/

http://www.lonelyplanet.com.au/dest/eur/graphics/

http://europa.eu.int/

 Matemática

http://forum.swarthmore.edu/alejandre/workshops/net.html

http://www.worldofescher.com/

http://www.coolmath.com/tesspag1.htm

http://www.apm.pt/

http://www.mat.uc.pt/~jaimecs/indexhm.html

 Ciências Naturais

http://bang.lanl.gov/solarsys/portug/homepage.htm

http://www.unep.org/

http://www.fossil-company.com/

http://www.fc.ul.pt/mhn/

 Educação Visual

http://www.kbnet.co.uk/rleggat/photo/

http://www.steelform.com/making.html

http://banzai.msi.umn.edu/leonardo/

http://www.iem.ac.ru/wm/paint/auth/gogh/

http://www.artlex.com/

 Educação Física

http://www.cidadevirtual.pt/arlivre/ac/

http://www.worldsport.com

http://sports.yahoo.com/

http://whyfiles.news.wisc.edu/019olympic/index.html

 World Wide Web

 A World Wide Web (WWW) é um projecto relacionado com a Internet que foi iniciado por Tim Berners-Lee em 1989 no CERN (Centre Européen pour la Recherche Nucléaire), na Suíça.

O objectivo deste projecto é facultar aos utilizadores da Internet um mecanismo de aceder a informação distribuída na rede, conjugado com facilidades de hipertexto, de modo a criar um sistema global de informação. Originalmente, este projecto estava destinado ao uso da comunidade científica da High Energy Physics (Física das Altas Energias, que estuda os componentes básicos da matéria – protões, electrões, neutrões, etc. –, utilizando os aceleradores de partículas), mas disseminou-se mundialmente e tornou-se um sistema de uso global, sendo actualmente um repositório de milhares de localizações  de informação e grupos de interesse.

Em 1994 foi anunciada a junção de esforços do CERN, (agora European Laboratory for Particle Physics) e do MIT (Massachusetts Institute of Technology) no sentido de normalizar as especificações WWW, facilitando o seu uso nas actividades de desenvolvimento, de investigação e comerciais.

 Acesso e endereçamento de servidores WWW

 A arquitectura WWW permite que computadores distribuídos pelo planeta peçam (como «cliente») ou forneçam (como «servidor») informação. O suporte para esta possibilidade é um protocolo intitulado HTTP (HyperText Transfer Protocol). Os computadores são acedidos através de um sistema de endereçamento designado por URL (Uniform Resource Locator). Os computadores clientes usam um software browser WWW que acede aos computadores servidores através dos endereços URL.

Pode pensar-se no URL como uma extensão ao conceito de «nome de ficheiro» – não só indica qual o ficheiro na directoria mas também o computador na rede onde esse ficheiro e directoria existem. De um modo mais abrangente, o URL pode até não designar um ficheiro mas sim um query, um documento guardado numa base de dados ou o resultado de uma pesquisa.

Por exemplo:

http://www.textoeditora.pt

 Reconhecem-se três partes distintas no endereço URL:

• http:// Hyper Text Transfer Protocol – protocolo utilizado para a troca de informação na Internet.

• www – indica ao computador que a informação a ser recolhida reside num servidor WWW (World Wide Web), onde se situam páginas que podem ser consultadas; o outro conteúdo típico para esta parte do endereço é «ftp», significando que a informação reside num servidor FTP (File Transfer Protocol), onde se encontram ficheiros e programas para transferência;

• textoeditora – é o verdadeiro endereço Internet de um computador específico; todos os computadores ligados à Internet têm uma identificação unívoca;

• pt – é o país onde está localizado o servidor, neste caso Portugal.

 A verdadeira «pedra de toque» da Web (diminutivo pelo qual é normalmente designada a World Wide Web) é a sua capacidade de navegação através de hipertexto – qualquer página Web pode ter ligações a qualquer outra página Web, independentemente desta estar no mesmo sistema ou do outro lado do mundo – e quase todas as páginas e locais Web contêm ligações a alguns locais similares ou considerados de grande interesse.

As ligações existentes num documento surgem destacadas no texto – basta pressionar com o rato e algo acontecerá. Pode ser um salto para outra página neste ou noutro computador, para um newsgroup ou para um servidor de FTP, pode iniciar o download de um programa, de um som, imagem, filme, animação, enfim… – as possibilidades são intermináveis.

 Uso do Browser Internet Explorer

 O Internet Explorer é um dos programas para percorrer as páginas de hipertexto da Internet (o seu maior concorrente é o Netscape Explorer).

Ao entrar em funcionamento pela primeira vez, o Internet Explorer comunica imediatamente com o servidor da Microsoft, cujo endereço é http://home.microsoft.com e mostra a página de entrada na WWW da Microsoft1.

A partir deste momento já estamos na Internet!